domingo, 3 de agosto de 2014

Saudade*



     [Saudades do pôr-do-sol. Do tempo em que o mar se reflectia nos meus olhos. Do dourado que nos cabelos resplandecia. Saudades do tempo que já foi e já não o é. Saudades de mim, do que fui, do passado que me tornou presente. Nostalgia da esperança que existiu. Melancolia ao reviver o vivido.]


     É nesta rua que ela caminha. Pensa e repensa, solidão no meio da multidão. Vê o que já foi, no que se tornou e o que poderá vir a ser. Acima de tudo, anseia conseguir ser ela própria. Única, com todas as suas qualidades e defeitos, maneira de ser, enfim, ser-se a si mesma. Passo após passo, ataca o solo que milhares de pés já atacaram, ou este os atacou. A típica calçada portuguesa faz com que, por vezes, o ritmo da passada seja cambaleante. Avança no percurso e recua com o pensamento. Dois lugares, o mesmo instante. Lugar físico e lugar memorizado coexistem em simultâneo. Ela recorda onde já esteve, o que já sentiu, o que já viveu. E é ao recordar que sente, bem de perto, o nome da rua que percorre: saudade.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Irmão*


Vi-te assim que nasceste, ser tão pequeno e indefeso. Nesse momento, soube que passaria a ter a obrigação de te proteger, de cuidar de ti, de te ajudar a crescer e, em troca, passaria a ter a honra de te amar. Foi uma alegria imensa quando me apercebi que existias e eras real. Talvez pela minha tenra idade, talvez pela emoção do momento, não alcancei, naquele instante, todas as maravilhas de fazeres parte da minha vida. No entanto, desde o primeiro segundo, senti que nunca mais iria estar sozinha, pois tinha um irmão para a vida. Era (e ainda sou) a irmã mais babada do mundo.
O tempo foi passando e tu foste crescendo. Eras uma criança traquina e muito irrequieta, todavia desde cedo, demonstraste um lado carinhoso, meigo e ternurento que te caracteriza. Apesar da diferença de idades ser significativa, juntos partilhámos brincadeiras, abraços, alegrias e tristezas, gargalhadas e surpresas.
Já venceste obstáculos nesta corrida da vida e estive ao teu lado. Quero que saibas que, quando as pedras aparecerem no caminho, já não é altura de ser eu a tirá-las, mas vou ajudar-te a ultrapassá-las e, se preciso for, a levantar-te sempre que tiveres tropeçado.
Eu sei que grande parte dos irmãos elogiam-se mutuamente, num desafio sem vencedores. Mas tenho em certeza que, não há irmãos com a cumplicidade e empatia que criámos. Tão bem como ninguém, sabes se estou bem ou mal. Sabes vir abraçar e envolver de carinho quando sentes que as palavras já não passam de meros aglomerados de letras. Sabes ficar ali, apenas ficar, quando a solidão acompanhada tem de ser combatida. Sabes ser tu. Sabes ser único.

Por só isto e tanto mais, obrigada por, naquela noite, teres chorado pela primeira vez em jeito de anunciar a tua chegada. Por teres resistido e seres um vencedor. Por teres crescido e estares a tornar-te no homem que serás no futuro. E, em especial, obrigada por me teres ensinado a amar incondicionalmente.  

A tua irmã

segunda-feira, 21 de julho de 2014

...* (Parte II)


(A continuação...)

         O sol começa a descer no céu. O fim de tarde instala-se e o tom alaranjado apodera-se das casas, das caras, das sombras, do ar. A brisa vem beijar os corpos quentes, após mais um verdadeiro dia de verão. As pessoas começam a dirigir-se para suas casas. Pegam nas toalhas, nos protetores (que protegem a pele, mas não a alma), nos papéis e papeizinhos que ajudaram a entreter os mais novos durante a tarde, nas garrafas de água vazias. Levaram tudo. Ficou a areia, o mar e sol. E eles, o grupo de amigos que já ali estava desde que o relógio alertou para as quinze horas, ali permaneciam. Riam-se, brincavam, relembravam bons momentos. Um deles não largara o telemóvel grande parte da tarde. Não admitia, contudo que a mensagem que recebera tinha-o deixado reflexivo e que mantinha o secreto desejo de receber outra a questionar o seu silêncio. Olhou em direção ao mar. Parou de rir, ficando com uma expressão séria. “Venho já”, disse sem se certificar que o tinham ouvido e sem sequer se iam dar pela sua falta. Caminhou apressadamente. Uns metros mais à frente, deteve-se. Era ela.

***

Não sabia que caminho seguir. Algo fez que caminhasse sem destino. Quando se apercebeu, estava na praia. Adorava a sensação de tranquilidade que o mar, àquela hora, lhe transmitia. Sentou-se. Viu o reflexo do pôr do sol no rebentar de cada onda. Ali, jurou a si mesma que o iria esquecer e seguir em frente. Já estava na hora. Não ia sofrer por alguém que não se interessava por ela e para quem era apenas mais uma rapariga no universo. Tudo isto jurou a si mesma e sorriu. Sentiu-se, naquele momento, liberta. A liberdade de não estar presa a alguém que não é seu e a quem não pertence.

O sol já ia tão baixo que em segundos iria deixar de o poder ver. Reflexamente, olhou para trás de si e viu um rapaz. O seu sorriso desfez-se. Era ele.  

Fim*

sábado, 19 de julho de 2014

...* (Parte I)



            A pedido de muitas famílias (bem, talvez só uma ou outra, mas que para mim são das mais importantes) hoje deixo-vos com algo diferente. Espero que gostem.


"Olhava o mar. Sentado no areal, afastara-se dos seus amigos e, somente, observava a imensidão daquele mar. Um olhar vago.
Pensava nela, na última vez que a vira, nas últimas palavras que trocara. Sem se aperceber, esboçava um sorriso parvo. Tentava ocultá-lo dos amigos, razão pela qual se afastara do grupo que animadamente conversava sobre as conquistas da noite anterior. Não era de se apaixonar ou prender a alguém. Gostava da liberdade que a sua jovem idade lhe permitia. No entanto, ela parecia que o tinha enfeitiçado. Não entendia como acontecera, nem sabia quando ficara preso àquele olhar. Talvez, tivesse sido logo na primeira vez que se apercebeu que ela existia, ou quando começaram a falar. Ao certo, não o sabia. Porém, a certeza tinha de que ela mexia com ele.
Não podia tardar o regresso para a toalha e para se integrar na conversa do grupo, mas algo o fez permanecer ali mais um pouco. O telemóvel vibrou: uma mensagem dela. Mostrou um sorriso ainda maior do que aquele que já tinha. Ela estava a tentar meter conversa, perguntando como estavam a correr aqueles primeiros dias de férias. Todavia, ele não respondeu. Não queria ficar mais ligado a alguém que nem se assemelhava às raparigas com quem costumava sair. Preferia abstrair-se da estranha sensação que sentia quando o seu pensamento voava até ela. Decidiu ignorar. Apagou a mensagem. Olhou o mar de frente, enquanto produzia uma expiração forçada. Não podia pensar mais nela, contudo isso não conseguia controlar. Ouviu o seu nome. Eram os amigos a chamá-lo. Estava na altura de se juntar a eles. Levantou-se, sacudiu a areia e correu até à toalha. Queria que todos os pensamentos que envolvessem a rapariga ficassem à beira-mar. Nesse dia aprendeu que nem tudo acontece só porque o queremos…  

***

Ficou à espera que ele respondesse. Olhava impacientemente o visor do telemóvel, na esperança que a luz se acendessem em sinal da chegada de novas palavras. Tentava abstrair-se, mas a sua atenção acabava sempre por se focar naquele retangulozinho. Não entendia aquele silêncio. Só queria ser simpática e aproximar-se, para que pudesse vir a ser sua amiga. Pelos vistos, ele não queria a sua amizade. O tempo ia passando e a esperança começava a desvanecer-se. Ela recordava com carinho a última vez que vira aquele sorriso, aquele rosto, aquele olhar. Sentia saudades e uma vontade enorme de o abraçar. No entanto, ele parecia querer espaço, distância. 
Pegou num fino casaco, nas chaves de casa e saiu, deixando para trás o telemóvel. Não sabia muito bem para onde ir, apenas sabia que tinha de ir. Ir para esquecer, talvez para fugir dos pensamentos, de si própria."
(Continua...) 

sábado, 12 de julho de 2014

Cicatrizes*



[Cicatrizes, marcas deixadas pelo tempo, que permaneceram e permanecerão.] 
Todas as pessoas que passam pela nossa vida acabam por deixar uma marca da sua passagem, quer esta seja positiva ou negativa. Gente há que nos toca com festas de bondade e simplicidade. Outros, com feridas abertas e arranhões que, com o tempo, irão cicatrizar, embora a cicatriz, essa, nada a apague. Impressão eterna, como um lembrete constante dos caminhos que aceitamos e nos levarão ao encontro do passado. Memória de momentos felizes, cujo final convergiu para lágrimas. Cortes feitos em ocasiões de alegria, que quando estas findam, a nostalgia apodera-se, desejando sentir de novo aquela dor, que apesar de o ter sido, como dor não foi sentida.


Agora, em frente ao espelho, resta-nos, somente, olhar as cicatrizes. Relembrar os bons momentos e o desejo de que o fim não tivesse chegado. Lembranças que trazem os mais variados sentimentos. Lembranças que não queremos mais lembrar, mas que, ao olharmos as cicatrizes, a sua recordação é inevitável. Podem-se ir esbatendo com a esperança de sol, num futuro mais risonho. Todavia, as marcas permanecerão eternamente. 

{Tema sugerido por A.P.P.}

sábado, 5 de julho de 2014

Aparências *


Quantas vezes já sorriste, quando sentias as lágrimas a quererem aparecer? Quantas vezes já marcaste presença, quando estavas totalmente ausente? Quantas vezes já fechaste os olhos, quando estavas completamente desperto? Quanto vezes já disseste “está tudo bem”, quando morrias por dentro? Em todas essas vezes recorreste às aparências.
As aparências são aquilo que somente é visível aos olhos. O que se vê por fora, ocultando ou exteriorizando o que vai por dentro. Aparências. Podem evidenciar o que estamos a sentir na realidade ou camuflar quando não o queremos demonstrar. São desenhos meticulosos, traçados ao detalhe, para exibir somente o que desejamos. São máscaras invisíveis que não deixam transparecer os verdadeiros sentimentos e estados de espírito. São mantos ornamentados que ofuscam para não deixar ver a realidade. Enganam e simulam. Disfarçam e engraçam. São matreiras e falsas. São aparências.

[É difícil passar noites em claro e, no dia seguinte, apresentarmos-nos como se tivéssemos tido uma bela noite de sono. É difícil ser-se forte quando já não há força que nos ajude a levantar. É difícil dizer “olá”, sabendo que é um “adeus”. É difícil, mas são aparências.] 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Palavras que derretem*



As palavras são essenciais no nosso quotidiano. Servem para comunicar, informar, anunciar, explicar. Podem ser escritas ou faladas. Podem ser pensadas ou sentidas. O efeito que podem desencadear em cada um de nós é do mais variado que pode existir. 
Hoje, não estou aqui para refletir sobre as palavras no seu geral. Para isso, nem semanas chegariam. Vou-me focar nas palavras que nos derretem. Sim, essas que ouvimos e nos deixam sem reação. Sim, essas que lemos e que nos fazem sonhar. Palavras doces, meigas, com ternura, conciliadas na medida exata e usadas com sabedoria. Capazes de derreter o coração mais gélido. Palavras que nos abraçam e envolvem, que nem uma mãe quando segura o seu recém-nascido. Que trazem a brisa do final de tarde, quando o mar vem beijar o areal.   


Gostamos tanto de as ouvir, sussurradas ao ouvido, ou lê-las sob o brilho das estrelas. Fazem-nos acreditar, mesmo em alturas em que não há esperança. São palavras simples, todavia mágicas. Como era bom poder ouvi-las diariamente! Como era bom utilizá-las todos os dias. Não são inacessíveis e estão ao alcance de todos nós. Por isso...hoje, já usou palavras que derretem?

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Inteligência Emocional*



Já há alguns dias que determinada expressão me assombra o pensamento. Não digo assombrar num sentido negativo, como uma maldição que se apodera de nós e não mais nos larga. Tem vindo, simplesmente, a ecoar na minha cabeça, talvez por a ter ouvido demasiadas vezes em distintas circunstâncias, talvez por a ter lido, ou, talvez, por a ter utilizado. Se a razão for esta última, esperemos que utilizado corretamente.
Bem, passando ao que interessa, tenho refletido bastante, demasiado até, sobre a expressão "Inteligência Emocional". Como muitos de vós, tinha uma ideia relativamente a este conceito, contudo, dado o meu pensamento ter sido apoderado pelo mesmo, senti-me no direito de o investigar mais. Sabia que, de uma forma muito global e sucinta, se relacionaria com a capacidade que cada ser humano possui de reconhecer, interpretar, lidar e gerir emoções, quer suas, quer de quem o rodeia. Desta forma, cada um seria capaz de gerir conflitos e tirar as melhores ilações de cada momento vivido, para que os pudesse solucionar da maneira mais eficaz. Tudo isto foi corroborado pela minha pesquisa, havendo muito a acrescentar sobre a grande temática da "Inteligência Emocional". Gostaria, apenas, de focar os cinco pontos (apesar de existirem várias formas de subdividir os principais parâmetros referentes a este tipo de inteligência, consoante diversos autores) que podem caracterizar a existência de "Inteligência Emocional":

1- Capacidade de reconhecer em si mesmo um sentimento quando este ocorre (é algo muito bonito, mas sejamos sinceros, a maioria reconhece os sentimentos que possui em determinada altura da vida, admiti-los é que poucos são capazes de o fazer);

2- Possuir um controlo emocional que permita lidar com os próprios sentimentos adequando-os à situação (a melhor solução, parece-me ser guardá-los numa caixinha e enviá-los na próxima embarcação que passar);

3- Dirigir as emoções para um objetivo (não conta querer acumular sentimentos e querer descarregá-las no pobre coitado que só perguntou se preferia o frango acompanhado com massa ou arroz, nem estrangular a/o amante do seu cônjuge, após os apanhar);

4- Reconhecer emoções noutras pessoas (basicamente, é saber ler nas entrelinhas, cadeira à qual definitivamente não passei quando a mensagem se dirige a mim, todavia sou mestre quando se refere aos outros);

5- Estabelecer relacionamentos interpessoais (para as mentes que restringiram este último ponto, é de esclarecer que engloba TODO o tipo de relacionamentos, incluindo familiares, amizade e de trabalho).

Agora que pude, finalmente, partilhar as duas palavrinhas que ecoaram no meu pensamento nestes dias pretéritos mais recentes, espero que o silêncio não se apodere da minha cabeça e que novas palavras ou expressões surjam para me assombrar.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Viajar*



Viajar: deslocar-se de um ponto para o outro em buscar de novos horizontes, novas aventuras. 
Quem não gosta de viajar? Adoro deslocar-me entre vários locais sem preciso de sair do sítio. Como? Somente, dando asas à imaginação, que me faz sair de onde estou sem passar por portagens ou fronteiras. Fronteiras é coisa que não existe e nem o céu é o limite. Posso viajar não só no espaço, como no tempo, sem impedimentos de qualquer dimensão. Não é necessário dinheiro ou qualquer pré-requisito para se tornar num verdadeiro turista neste cruzeiro inigualável. Porque não experimenta? Basta deixar-se ir, como se flutuasse num mar calmo, o qual, a determinado instante, é visitado por uma suave onda que o leva vá-se lá saber para onde, vá-se lá saber porque. E aí, tudo começa. 
Viaje sem sair do metro quadrado que ocupa. Uma razão para não tentar? Só uma. Bem me parecia que não encontra. Vá lá, experimente. Aventure-se.  

domingo, 22 de junho de 2014

Desconhecido*


["Então por que é que não pára de olhar para o verbete dessa mulher desconhecida, como se de repente ela tivesse mais importância que todos os outros?" "Precisamente por isso, meu caro senhor, porque é desconhecida." (J.S.)]
Qual será a razão para o desconhecido nos fascinar tanto? Chegamos ao cúmulo de trocar o certo pelo incerto, motivados pela ânsia de descobrir o que ainda não foi descoberto. Perseguimos sonhos que não sabemos se passarão de singelos desejos imaginados. O nosso interesse aprisiona-se a pessoas que, não são somente um quebra-cabeças para a nossa mente, são enigmas para o coração. E o que poderá ser mais desconhecido que os sentimentos? Todos sentimos, ninguém sabe explicar. No entanto, é graças a eles que sobrevivemos e, sobretudo, que vivemos. São eles que, embora desconhecidos, nos fascinam.
Algo inesperado acontece. Qual é o nosso impulso? Tentar saber o que sucedeu. Tentação primária que nos move e nos faz ter um objetivo: o de descobrir o que nos está oculto. Todavia, quando o passamos a conhecer, o interesse dissipa-se. Voltamos a ser seres insaciados por algo novo, por algo desconhecido.
Confessemos, pouco ou nada há mais fascinante do que aquilo que desconhecemos.

sábado, 21 de junho de 2014

Equilíbrio*

O que pode haver melhor do que, após uma longa caminhada, sentarmo-nos num gigante puf, junto à varanda, a sentir a brisa da noite, que docemente nos vem acariciar? E se, para nos hidratarmos, saborearmos um morno chá de frutos adocicado com acertivas palavras que vagueiam num bom livro? Depois disto, só nos resta sonhar, pois os pequenos prazeres da vida estão ao alcance de cada um, podendo proporcionar-se no final do que parecia apenas ser uma longa caminhada. Agora, só me resta descansar e equilibrar corpo e mente, numa tarefa aparentemente árdua, mas que, no final das contas, é um simples momento de puro prazer.
Boa noite!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Café e chocolate*


Mais uma sexta-feira, mais uma longa viagem. Pode parecer cansativo ou, até mesmo, aborrecido. No entanto, o verão está aí à porta e nada melhor que partilhar um café numa esplanada, antes de iniciar a jornada para recarregar baterias. E se combinarmos o fantástico aroma do café com o doce chocolate e uma pitada de boa companhia? O que vos parece? A mim transporta-me para excelentes memórias de verões passados.

Um pouco de café, agora umas boas gargalhadas, conversas e diversão. Mais um pouco de café, uma história séria, um sorriso maroto, um olhar. A última gota de café que, no seu percurso desde o fundo do copinho de bolacha, vai envolvendo o derretido chocolate e a despedida. Uma despedida não com “adeus” mas com “até já”, na promessa de um regresso.