(A continuação...)
O sol começa a descer no céu. O fim de tarde instala-se e o tom alaranjado apodera-se das casas, das caras, das sombras, do ar. A brisa vem beijar os corpos quentes, após mais um verdadeiro dia de verão. As pessoas começam a dirigir-se para suas casas. Pegam nas toalhas, nos protetores (que protegem a pele, mas não a alma), nos papéis e papeizinhos que ajudaram a entreter os mais novos durante a tarde, nas garrafas de água vazias. Levaram tudo. Ficou a areia, o mar e sol. E eles, o grupo de amigos que já ali estava desde que o relógio alertou para as quinze horas, ali permaneciam. Riam-se, brincavam, relembravam bons momentos. Um deles não largara o telemóvel grande parte da tarde. Não admitia, contudo que a mensagem que recebera tinha-o deixado reflexivo e que mantinha o secreto desejo de receber outra a questionar o seu silêncio. Olhou em direção ao mar. Parou de rir, ficando com uma expressão séria. “Venho já”, disse sem se certificar que o tinham ouvido e sem sequer se iam dar pela sua falta. Caminhou apressadamente. Uns metros mais à frente, deteve-se. Era ela.
O sol começa a descer no céu. O fim de tarde instala-se e o tom alaranjado apodera-se das casas, das caras, das sombras, do ar. A brisa vem beijar os corpos quentes, após mais um verdadeiro dia de verão. As pessoas começam a dirigir-se para suas casas. Pegam nas toalhas, nos protetores (que protegem a pele, mas não a alma), nos papéis e papeizinhos que ajudaram a entreter os mais novos durante a tarde, nas garrafas de água vazias. Levaram tudo. Ficou a areia, o mar e sol. E eles, o grupo de amigos que já ali estava desde que o relógio alertou para as quinze horas, ali permaneciam. Riam-se, brincavam, relembravam bons momentos. Um deles não largara o telemóvel grande parte da tarde. Não admitia, contudo que a mensagem que recebera tinha-o deixado reflexivo e que mantinha o secreto desejo de receber outra a questionar o seu silêncio. Olhou em direção ao mar. Parou de rir, ficando com uma expressão séria. “Venho já”, disse sem se certificar que o tinham ouvido e sem sequer se iam dar pela sua falta. Caminhou apressadamente. Uns metros mais à frente, deteve-se. Era ela.
***
Não sabia que caminho seguir.
Algo fez que caminhasse sem destino. Quando se apercebeu, estava na praia.
Adorava a sensação de tranquilidade que o mar, àquela hora, lhe transmitia.
Sentou-se. Viu o reflexo do pôr do sol no rebentar de cada onda. Ali, jurou a
si mesma que o iria esquecer e seguir em frente. Já estava na hora. Não ia
sofrer por alguém que não se interessava por ela e para quem era apenas mais
uma rapariga no universo. Tudo isto jurou a si mesma e sorriu. Sentiu-se,
naquele momento, liberta. A liberdade de não estar presa a alguém que não é seu
e a quem não pertence.
O sol já ia tão baixo que em
segundos iria deixar de o poder ver. Reflexamente, olhou para trás de si e viu
um rapaz. O seu sorriso desfez-se. Era ele.
Fim*
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