quinta-feira, 26 de junho de 2014

Inteligência Emocional*



Já há alguns dias que determinada expressão me assombra o pensamento. Não digo assombrar num sentido negativo, como uma maldição que se apodera de nós e não mais nos larga. Tem vindo, simplesmente, a ecoar na minha cabeça, talvez por a ter ouvido demasiadas vezes em distintas circunstâncias, talvez por a ter lido, ou, talvez, por a ter utilizado. Se a razão for esta última, esperemos que utilizado corretamente.
Bem, passando ao que interessa, tenho refletido bastante, demasiado até, sobre a expressão "Inteligência Emocional". Como muitos de vós, tinha uma ideia relativamente a este conceito, contudo, dado o meu pensamento ter sido apoderado pelo mesmo, senti-me no direito de o investigar mais. Sabia que, de uma forma muito global e sucinta, se relacionaria com a capacidade que cada ser humano possui de reconhecer, interpretar, lidar e gerir emoções, quer suas, quer de quem o rodeia. Desta forma, cada um seria capaz de gerir conflitos e tirar as melhores ilações de cada momento vivido, para que os pudesse solucionar da maneira mais eficaz. Tudo isto foi corroborado pela minha pesquisa, havendo muito a acrescentar sobre a grande temática da "Inteligência Emocional". Gostaria, apenas, de focar os cinco pontos (apesar de existirem várias formas de subdividir os principais parâmetros referentes a este tipo de inteligência, consoante diversos autores) que podem caracterizar a existência de "Inteligência Emocional":

1- Capacidade de reconhecer em si mesmo um sentimento quando este ocorre (é algo muito bonito, mas sejamos sinceros, a maioria reconhece os sentimentos que possui em determinada altura da vida, admiti-los é que poucos são capazes de o fazer);

2- Possuir um controlo emocional que permita lidar com os próprios sentimentos adequando-os à situação (a melhor solução, parece-me ser guardá-los numa caixinha e enviá-los na próxima embarcação que passar);

3- Dirigir as emoções para um objetivo (não conta querer acumular sentimentos e querer descarregá-las no pobre coitado que só perguntou se preferia o frango acompanhado com massa ou arroz, nem estrangular a/o amante do seu cônjuge, após os apanhar);

4- Reconhecer emoções noutras pessoas (basicamente, é saber ler nas entrelinhas, cadeira à qual definitivamente não passei quando a mensagem se dirige a mim, todavia sou mestre quando se refere aos outros);

5- Estabelecer relacionamentos interpessoais (para as mentes que restringiram este último ponto, é de esclarecer que engloba TODO o tipo de relacionamentos, incluindo familiares, amizade e de trabalho).

Agora que pude, finalmente, partilhar as duas palavrinhas que ecoaram no meu pensamento nestes dias pretéritos mais recentes, espero que o silêncio não se apodere da minha cabeça e que novas palavras ou expressões surjam para me assombrar.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Viajar*



Viajar: deslocar-se de um ponto para o outro em buscar de novos horizontes, novas aventuras. 
Quem não gosta de viajar? Adoro deslocar-me entre vários locais sem preciso de sair do sítio. Como? Somente, dando asas à imaginação, que me faz sair de onde estou sem passar por portagens ou fronteiras. Fronteiras é coisa que não existe e nem o céu é o limite. Posso viajar não só no espaço, como no tempo, sem impedimentos de qualquer dimensão. Não é necessário dinheiro ou qualquer pré-requisito para se tornar num verdadeiro turista neste cruzeiro inigualável. Porque não experimenta? Basta deixar-se ir, como se flutuasse num mar calmo, o qual, a determinado instante, é visitado por uma suave onda que o leva vá-se lá saber para onde, vá-se lá saber porque. E aí, tudo começa. 
Viaje sem sair do metro quadrado que ocupa. Uma razão para não tentar? Só uma. Bem me parecia que não encontra. Vá lá, experimente. Aventure-se.  

domingo, 22 de junho de 2014

Desconhecido*


["Então por que é que não pára de olhar para o verbete dessa mulher desconhecida, como se de repente ela tivesse mais importância que todos os outros?" "Precisamente por isso, meu caro senhor, porque é desconhecida." (J.S.)]
Qual será a razão para o desconhecido nos fascinar tanto? Chegamos ao cúmulo de trocar o certo pelo incerto, motivados pela ânsia de descobrir o que ainda não foi descoberto. Perseguimos sonhos que não sabemos se passarão de singelos desejos imaginados. O nosso interesse aprisiona-se a pessoas que, não são somente um quebra-cabeças para a nossa mente, são enigmas para o coração. E o que poderá ser mais desconhecido que os sentimentos? Todos sentimos, ninguém sabe explicar. No entanto, é graças a eles que sobrevivemos e, sobretudo, que vivemos. São eles que, embora desconhecidos, nos fascinam.
Algo inesperado acontece. Qual é o nosso impulso? Tentar saber o que sucedeu. Tentação primária que nos move e nos faz ter um objetivo: o de descobrir o que nos está oculto. Todavia, quando o passamos a conhecer, o interesse dissipa-se. Voltamos a ser seres insaciados por algo novo, por algo desconhecido.
Confessemos, pouco ou nada há mais fascinante do que aquilo que desconhecemos.

sábado, 21 de junho de 2014

Equilíbrio*

O que pode haver melhor do que, após uma longa caminhada, sentarmo-nos num gigante puf, junto à varanda, a sentir a brisa da noite, que docemente nos vem acariciar? E se, para nos hidratarmos, saborearmos um morno chá de frutos adocicado com acertivas palavras que vagueiam num bom livro? Depois disto, só nos resta sonhar, pois os pequenos prazeres da vida estão ao alcance de cada um, podendo proporcionar-se no final do que parecia apenas ser uma longa caminhada. Agora, só me resta descansar e equilibrar corpo e mente, numa tarefa aparentemente árdua, mas que, no final das contas, é um simples momento de puro prazer.
Boa noite!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Café e chocolate*


Mais uma sexta-feira, mais uma longa viagem. Pode parecer cansativo ou, até mesmo, aborrecido. No entanto, o verão está aí à porta e nada melhor que partilhar um café numa esplanada, antes de iniciar a jornada para recarregar baterias. E se combinarmos o fantástico aroma do café com o doce chocolate e uma pitada de boa companhia? O que vos parece? A mim transporta-me para excelentes memórias de verões passados.

Um pouco de café, agora umas boas gargalhadas, conversas e diversão. Mais um pouco de café, uma história séria, um sorriso maroto, um olhar. A última gota de café que, no seu percurso desde o fundo do copinho de bolacha, vai envolvendo o derretido chocolate e a despedida. Uma despedida não com “adeus” mas com “até já”, na promessa de um regresso.