terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Carta a um desconhecido*


Sabes quantas vezes me sentei na minha varanda, na calma do fim de tarde, a olhar para a Lua e a desejar que houvesse, em qualquer canto deste mundo, uma pessoa a olhar para a mesma Lua, no mesmo momento? Foram tantas, tantas,… Sei que parece uma parvoíce e, ainda mais vai parecer, quando te disser que não queria que fosse uma qualquer pessoa. Queria alguém especial. Sim, eu sei que todas as pessoas são especiais e defenderei isso até partir. No entanto, queria que fosse a minha pessoa especial a olhar para a mesma Lua, no mesmo momento. A pessoa que, num futuro desconhecido que secretamente anseio que não seja longínquo, me complete e faça sobressair o melhor de mim. O príncipe encantado (sim, eu também sei que sou velha demais para acreditar em príncipes, mas nunca se é velho para sonhar, não é verdade?), que me tirará o fôlego, num beijo eterno, e me faça a mais feliz das princesas. Suspiro.

Até lá, fico aqui a olhar para a mesma Lua, no mesmo momento. Já agora, quando acabares de ler esta carta, podes olhar para a Lua? 

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